Lula e Trump conversam e abrem nova fase nas relações entre Brasil e Estados Unidos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva surpreendeu o mundo político nesta segunda-feira (6) ao conversar por videoconferência com o presidente norte-americano Donald Trump.
A reunião, que durou cerca de meia hora, foi descrita como “amistosa” e tratou principalmente de comércio, tarifas e futuro das relações entre os dois países.
Segundo fontes do Planalto, Lula pediu a retirada das taxas de até 40% que os Estados Unidos aplicaram sobre produtos brasileiros. O pedido também incluiu o fim das sanções contra autoridades brasileiras impostas nos últimos meses.
Apesar de curta, a conversa teve grande peso político e pode marcar o início de uma nova fase entre Brasil e EUA — dois países que vinham trocando farpas desde o início do ano.
O que Lula quer com essa aproximação
O principal objetivo de Lula é abrir espaço para o Brasil vender mais para os Estados Unidos.
As tarifas criadas pelo governo Trump prejudicaram exportações de carne, aço e outros produtos brasileiros.
Com a retirada dessas taxas, as empresas brasileiras voltam a competir em igualdade, o que pode gerar mais empregos e aumentar as exportações.
Além disso, Lula tenta mostrar que o Brasil mantém diálogo com todos, sem depender de um lado político ou ideológico.
Ele tem repetido que “parceria se faz com respeito, não com submissão”.
O que Trump ganha com isso
Para Trump, que voltou ao poder com um discurso nacionalista, o contato com Lula mostra uma tentativa de melhorar a imagem dos Estados Unidos na América Latina.
Nos últimos anos, as relações com o continente ficaram estremecidas.
Ao conversar com Lula, Trump sinaliza que quer reaproximar-se do maior país da região e abrir novos acordos comerciais.
O impacto político no Brasil
A conversa entre Lula e Trump também tem forte efeito político interno.
Durante o governo anterior, o ex-presidente Jair Bolsonaro mantinha uma relação muito próxima com Trump e seus aliados.
Agora, com Lula retomando o diálogo direto com Washington, essa exclusividade bolsonarista deixa de existir.
Para muitos analistas, isso representa o fim da “intervenção simbólica” do bolsonarismo nas relações com os Estados Unidos.
Ou seja: o Brasil volta a falar com os americanos como um país soberano, sem precisar seguir a linha ideológica da direita.
Enfraquecimento do bolsonarismo internacional
Durante anos, o bolsonarismo usou o alinhamento com os EUA como um símbolo de poder e influência. Com Trump agora conversando abertamente com Lula, essa narrativa perde força. A nova aproximação mostra que os americanos estão dispostos a negociar com o Brasil de forma institucional, independentemente de quem esteja no poder.
Esse movimento também reforça a imagem de Lula como um líder pragmático, capaz de dialogar até com antigos adversários em nome dos interesses do país. Como disse um assessor do Planalto, “Lula não quer ser amigo de um governo, e sim parceiro de uma nação”.
O que esperar daqui pra frente
A expectativa é que os dois presidentes se encontrem pessoalmente ainda este ano — possivelmente em Washington ou Brasília. As equipes econômicas já começaram a discutir redução de tarifas, acordos comerciais e investimentos em energia e tecnologia.
Se as conversas avançarem, o Brasil pode aumentar suas exportações e melhorar o clima de confiança internacional, atraindo novos investimentos. Politicamente, Lula sai fortalecido: mostra liderança, reduz tensões e ainda tira o bolsonarismo do papel de “único amigo dos Estados Unidos”.
Um gesto que muda o jogo
O telefonema entre Lula e Trump pode parecer apenas uma conversa de rotina, mas é muito mais do que isso. Ele marca o fim de um período de desconfiança entre Brasil e EUA e abre caminho para uma relação mais equilibrada e vantajosa para ambos os lados.
No fim das contas, o gesto mostra que o Brasil voltou a ser protagonista — e que a diplomacia, quando usada com inteligência, pode superar até as maiores rivalidades políticas.

A soberania brasileira não está a venda, no Brasil o poderes são independentes.