Escola Ameaça Cair e Pais Prometem Boicotar Aulas em Xapuri

Faltando poucos dias para o início do ano letivo de 2026, a tensão toma conta da comunidade do Seringal Cachoeira, em Xapuri.

Mais de 200 alunos podem ficar sem aulas. O motivo é alarmante: Segundo pais e moradores, nada foi feito para resolver os graves problemas estruturais da Escola Estadual Esperança do Povo, denunciados ainda em outubro de 2025 aqui neste jornal.

Escola “Esperança do Povo” vive abandono e risco de desabamento enquanto obra nova segue parada há dois anos!

As paredes continuam rachadas. O teto segue cedendo. A madeira permanece apodrecida.

E o medo aumentou.

“MEU FILHO NÃO VAI ENTRAR NUMA ESCOLA QUE PODE MATAR”

A reportagem conversou com diversos pais nos últimos dias. Todos pediram para não ter seus nomes divulgados por medo de retaliações.

Segundo eles, há na região um grupo que defende a gestão estadual e tenta intimidar moradores que denunciam a situação.

Meu filho não vai entrar numa escola que pode matar. Se cair aquele teto, quem vai se responsabilizar?”, disse uma mãe, visivelmente abalada.

Outro pai foi direto:

Se o governo não garante segurança, eu não vou arriscar a vida do meu filho. Educação é importante, mas a vida é mais.

Uma terceira mãe relatou que o medo virou rotina:

A gente vive com ansiedade. Toda chuva forte é um desespero. Parece que a qualquer momento aquilo desaba.

OBRA PARADA E SILÊNCIO DAS AUTORIDADES

A cerca de um quilômetro da escola antiga, a estrutura inacabada da nova unidade continua tomada pelo mato. A obra, que deveria substituir o prédio comprometido, segue sem conclusão.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre prazo de retomada.

A reportagem voltou a procurar o Governo do Estado, comandado por Gladson Cameli, para saber:

  • Se haverá vistoria técnica antes do início das aulas
  • Se existe laudo garantindo a segurança da estrutura atual
  • Quando a nova escola será concluída

Até o fechamento desta matéria, não houve resposta.

HERANÇA HISTÓRICA EM RISCO

A escola carrega um peso simbólico para a região. A primeira estrutura foi erguida em mutirão por moradores ao lado de Chico Mendes, tornando-se símbolo de resistência e luta pela educação no coração da floresta.

Hoje, segundo moradores, o que resta é insegurança.

“O nome é Esperança do Povo. Mas a esperança mesmo está caindo junto com as paredes”, afirmou um morador.

POSSIBILIDADE DE BOICOTE ÀS AULAS

Alguns pais afirmam que, caso nenhuma providência concreta seja tomada nos próximos dias, não enviarão os filhos para o início do ano letivo.

Se for preciso, a gente prefere que eles percam o ano do que perder a vida.

A declaração revela o nível de preocupação que tomou conta da comunidade.

CLIMA DE MEDO

Além do receio estrutural, moradores relatam temor de exposição pública.

Quem fala demais vira alvo de críticas e perseguição. A gente só quer segurança para nossos filhos.

O medo de retaliação tem feito com que muitos evitem se manifestar abertamente, mesmo diante da gravidade da situação.

UMA PERGUNTA QUE ECOA NA FLORESTA

Com o calendário escolar prestes a começar, a pergunta que domina o Seringal Cachoeira é simples e urgente:

As autoridades vão garantir a segurança das crianças antes do primeiro dia de aula?

A comunidade pede vistoria técnica imediata, transparência e solução definitiva.

Porque, segundo os próprios pais, nenhuma criança deveria precisar escolher entre estudar e sobreviver.

Redação

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